Ao todo, 19 técnicos da direcção provincial da Agricultura da província do Bengo receberam, esta quarta-feira, na cidade de Caxito, motorizadas de duas rodas para acompanhar as actividades nas escolas de campos agrícolas.

29/12/2022   09H33

A agricultura é das actividades principais das famílias na província do Bengo a par da pesca e a criação de animais

O Governo do Bengo tem criadas, até ao momento, 154 escolas de campo, das 669 previstas até ao ano de 2028 para auxiliar os produtores agro-pecuários no uso e manuseamento de terra e o domínio da tecnologia moderna na produção de alimentos.

O objectivo principal da criação das escolas de campo tem a ver com a necessidade de auxiliar os produtores e camponeses no uso de novas técnicas para a produção de alimentos com o manuseamento adequado de terra e sementes nos campos.

O gesto do Governo enquadra-se no projecto de reforço de resiliência dos agricultores familiares, do Executivo através do Ministério da Agricultura e Florestas.

Numa primeira fase, beneficiaram de motorizadas de duas rodas, de marca Yamaha, os técnicos dos municípios do Dande, Dembos, Pango- Aluquém e Nambuangongo, com  quatro e uma entregue ao Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA).

Ao intervir no acto, a governadora provincial, Maria Antónia Nelumba, disse que precisa-se de desenvolver uma agricultura sustentada, de modo que se necessita de fazer assistência aos agricultores, nomeadamente, nas escolas de campos que vão ser implantadas nos seis municípios da província.

“Alguns de vocês já estão ligados ao ramo Agrícola e habituados a trabalhar com estes meios que vão servir de incentivos para que a vossa actividade seja cada vez mais profícua”, encorajou.

A governadora lembrou que as motas vão ser benéficas tanto para os técnicos agrícolas quanto para os camponeses, porque vão poder trocar experiência sobre a forma como devem praticar a agricultura a partir de agora.

“A província do Bengo tem muitas potencialidades agrícolas, mas temos que transformá-las em realidades, produzindo cada vez mais e melhores alimentos para assistirmos não só a população da província, mas também às populações de outras províncias e, num futuro breve pensarmos em exportar. Temos essa capacidade porque no Bengo produzimos quase tudo e temos uma terra muito fértil”, disse.

Apelou aos responsáveis da Agricultura, no sentido de continuarem a dar formação aos técnicos agrícolas para que a medida que forem formados possam, também, transmitir os conhecimentos aos camponeses.

Aos técnicos exortou ao cuidado dos meios recebidos e ao trabalho com zelo, prometendo mais apoio do Governo aos agricultores no sentido de aumentar a produção.

Beneficiários aplaudem o gesto do Governo

Os técnicos inseridos no projecto de reforço de resiliência dos agricultores familiares, do Ministério da Agricultura e Florestas, beneficiários dos meios reconheceram os esforços do Governo, que tudo tem feito para aumentar a produção e a qualidade dos produtos agrícola, criando condições suficientes e necessárias para que tal objectivo se concretize.

A jovem Catiana Neves, do município do Dande é uma das 16 mulheres que fazem parte do grupo dos 18 técnicos que vão levar para diante o projecto, afirmou que as motos vão ajudar muito porque o principal objectivo é a criação de condições para a execução das actividades nas escolas de campo, tendo como alvo os camponeses familiares.

Catiana Neveis apontou como benefício principal para os técnicos o acesso rápido e fácil aos locais rurais onde os camponeses estão situados e passar para eles os conhecimentos técnicos de que precisam.

Já o técnico Domingos Hapa, que vai trabalhar no município dos Dembos afirmou que a mota que recebeu vai poder fazer com que chegue mais fácil e cedo aos locais onde encontram-se os camponeses e facilitar a passagem de conhecimentos necessários aos camponeses de como devem cultivar os seus produtos no sentido de se obter quantidades e qualidades dos produtos.

Sublinhou, que o projecto de reforço de resiliência dos agricultores famílias com a entrega de motorizada começa a ganhar corpo no sentido e ajudar as famílias a usar melhor a terra de cultivo.

Para Juliana Dembos, técnica que desenvolve trabalho no município de Pango-Aluquém mostrou-se totalmente feliz por fazer parte do grupo que vai poder lidar directamente com as famílias camponesas e partilhar com elas os conhecimentos técnicos sobre a produção de alimentos.

Juliana Dembos disse que as motos vão facilitar muito e dar corpo ao projecto do Ministério da Agricultura e Florestas, no âmbito de revitalizar os programas agrícolas familiares, e fez saber que todos os técnicos foram ca-pacitados para que o objectivo do Estado possa ser cumprido e assim produzir mais bens nacionais.

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