A avaliação bancária de casas com pedidos de empréstimo para compra aumentou 29 euros (Kz 15.551) em Novembro, para 1.449 euros (Kz 777.031) por metro quadrado, o maior valor desde 2011, quando começou a série do Instituto Nacional de Estatística (INE).

29/12/2022   09H43

Procura por casas tem estado muito acima das capacidades de oferta do mercado

O valor mediano de avaliação bancária do mesmo metro quadrado, em Junho deste ano, era de 1.407 euros e em Janeiro de 1.292 euros (Kz 692.830), segundo os resultados do inquérito de Novembro do instituto, divulgados, ontem, cita a Agência Lusa.

Em termos homólogos, a taxa de variação do valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 13,9 por cento em Novembro, acima do aumento de 13,5 por cento em Outubro.

O maior aumento em Novembro, face ao mês anterior, registou-se no Centro (2,3 por cento) e a única descida verificou-se na Região Autónoma dos Açores (-0,6 por cento), segundo os dados divulgados.

Em comparação com Novembro de 2021, o valor mediano das avaliações cresceu 13,9 por cento, registando-se a variação mais intensa no Algarve (17,6 por cento) e a menor no Norte (11,7 por cento).

Nos apartamentos, em Novembro, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1.610 euros/m2, tendo aumentado 14,9 por cento relativamente a Novembro de 2021, com os valores mais elevados no Algarve (1.993 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.917 euros/m2), e o valor mais baixo no Alentejo (1.041 euros/m2). A Região Autónoma dos Açores teve o maior crescimento homólogo (21,6 por cento) e o Norte o menor (12,5 por cento).

Já nas moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 1.148 euros/m2 em Novembro, mais 11,3 por cento face ao mesmo mês de 2021, com os maiores valores no Algarve (2.102 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.996 euros/m2), e os valores mais baixos no Centro e no Alentejo (945 euros/m2 e 950 euros/m2, respectivamente). O Algarve e a Região Autónoma da Madeira tiveram o maior crescimento homólogo (19,6 por cento) e o Centro o menor (10,5 por cento).

O Instituto, nos dados de Novembro divulgados, ontem, baseados em respostas ao inquérito à avaliação bancária na habitação, ressalva que o número de avaliações bancárias consideradas diminuiu pelo sexto mês consecutivo, para cerca de 25,6 mil, menos 13,7 por cento do que no mesmo período de 2021 e menos 22,9 por cento do que em Maio último, mês em que se registou o máximo da série.

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