Os preços dos principais produtos da cesta básica na província do Cuando Cubango continuam estáveis, numa altura em que faltam apenas poucos dias para a celebração da festa de Natal e a passagem de ano.

22/12/2022   16H00

Numa ronda efectuada por uma equipa de reportagem do Jornal de Angola, foi possível constatar a satisfação dos citadinos, que apontaram ainda uma ligeira baixa nos preços dos produtos da cesta básica, situação incomum nesta fase da quadra festiva, onde tem se registado muita especulação de preços.

A maior preocupação neste momento para as donas de casa prende-se com a grande escassez de ovo nacional e importado nos principais estabelecimentos comerciais e mercados paralelos, para fazer bolo e cozido.

Nesta altura, o saco de arroz de 25 Kg custa entre 8.700 a 9.350 kwanzas, a caixa de massa alimentar a 3.790, o óleo alimentar está 10.500 a 12.450 kwanzas, o saco de 25 Kg de fuba de milho branco a 7.150, a amarela 6.250 kwanzas, o açúcar a 10.900 kwanzas e o sal a 2.550 kwanzas, a lata de leite Nido de 1.800 gramas e a caixa de coxa baixou de 11 mil para 9.900 kwanzas.

No mercado do bairro Paz, o quilo de feijão é o único produto que subiu de 700 a 900 kwanzas, mais 200 kwanzas em relação ao preço praticado no mês de Novembro. Ao passo que os outros produtos o preço mantém-se, sendo que o quilo de sal está a ser comercializado a 150 kwanzas, o litro de óleo vegetal a 900 kwanzas, o quilo de fuba de bombó a 100 kwanzas, o de milho branco e amarelo a 125 kwanzas, o quilo de açúcar a 500 kwanzas, o quilo de farinha de trigo a 500 kwanzas e o pacote de manteiga a 400 kwanzas.

O representante em exercício da Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), Manuel Mateus informou que foi criada uma brigada de fiscalização provisória composta por cinco elementos, para fazer o asseguramento da quadra festiva e evitar a especulação de preços por parte dos grossistas, assim como, a venda de produtos estragados aos consumidores.

Explicou que o número reduzido de recursos humanos, meios de transporte e materiais de identificação, obrigou a ANIESA a criar apenas uma brigada provisória, porque na realidade deveriam ser enquadrados pessoal da área da Saúde, Agricultura, Ambiente, Turismo e o Gabinete Provincial dos Transportes, entre outros, que fazem parte da Autoridade Nacional da Inspecção Económica e Segurança Alimentar.

“A ANIESA tem estado a trabalhar na sensibilização dos comerciantes grossistas, no sentido de os fornecedores garantirem a oferta de produtos à população, sem alteração dos preços  e das datas de caducidade”, disse.

Manuel Mateus fez saber que além de Menongue, os responsáveis da ANIESA nos municípios do Cuchi e do Cuito Cuanavale já tomaram posse, no sentido de se criar as condições necessárias para dar seguimento deste órgão nestas localidades, faltando o Calai, Cuangar, Mavinga, Nancova, Rivungo e Dirico.

Considerou necessária a aquisição de viaturas adaptadas a todo o terreno para permitir a actividade de fiscalização nos nove municípios que compõem a província do Cuando Cubango.

Manuel Mateus apelou aos comerciantes, a terem calma para não prejudicar os consumidores na ânsia de aumentar os lucros nesta fase, o que devem fazer é praticar os preços justos, olhando para o estabelecido por lei.

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