O Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC) desembolsou, no ano passado, quatro milhões de dólares, para o financiamento de 19 planos de negócios aprovados, na província do Cuanza-Norte, com o objectivo de fomentar a produção das culturas de milho e feijão, disse, em Ndalatando, o coordenador local do projecto, Elias Mouzinho.

19/12/2022 19H21

O género está presente neste processo de desenvolvimento da agricultura comercial

Em declarações ao Jornal de Angola, Elias Mouzinho, disse que dos 19 projectos de negócios pelo PDAC, 12 planos estão na fase de implementação, nos municípios de Lucala, Cazengo, Golungo Alto e Cambambe para a implantação de milho, feijão, frangos e ovos.

Para o coordenador do PDAC, no Cuanza-Norte, a par dos 19 projectos aprovados, existem 230 processos de agricultores interessados em beneficiar do financiamento do Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial para o fomento das culturas de milho e feijão.

“Neste projecto, não estamos apenas apostar no milho e feijão. Temos fazendas que beneficiaram do financiamento que estão a implementar a produção de ovos e frangos,  e nos meados do próximo ano, irão inundar o mercado nacional com ovos e frangos”, disse, destacando a participação de mulheres agricultores do Cuanza-Norte no projecto PDAC.

“O género está presente neste processo. No Cuanza-Norte, temos mulheres proprietárias de pequenas e médias fazendas que estão focadas na produção de grãos (milho e feijão). A maioria das mulheres agricultoras é proveniente do município de Lucala, que se destaca com uma participação de 38 por cento de manifestações de interesse”, disse.

A província do Cuanza-Norte está posicionada num corredor estratégico e bastante fértil, devido a presença de rios importantes, essenciais para o desenvolvimento de uma agricultura familiar e empresarial durante toda a época agrícola. Devido a proximidade com Luanda e Malanje, a província está também bem servida pela rede e transportes, porquanto o comboio e os autocarros pú-blicos, além de transportes privados efectuam ligações diárias para a província.


Agricultores locais satisfeitos com o projecto desenvolvido pelo Governo e parceiros

O agrónomo José João Neto, proprietário da fazenda JN e Filhos, que beneficiou de 10 milhões de kwanzas do PDAC, disse que com este apoio vai relançar o plantio de milho, numa área de 10 hectares, e feijão, numa extensão de dois hectares.

“Estou muito feliz por receber este financiamento e vou dedicar-me essencialmente na produção de milho e feijão. O PDAC chegou numa excelente altura. Este projecto vai ajudar-nos a desenvolver as nossas actividades”, disse, reforçando que com o projecto de desenvolvimento da agricultura comercial conseguiu adquirir meios agrícolas, como atrelado, grade, charrua, fertilizantes e sementes. Com 127 hectares, a fazenda Diogo Zidane, do agricultor José Diogo, recebeu 11 milhões de kwanzas que vão servir para produzir 15 hectares de milho e 10 hectares de feijão.

“Neste momento, estamos a explorar 60 hectares no âmbito do financiamento do PDAC, porque a par de milho e feijão, temos planos de fomentar a produção de soja e outras culturas”, disse.

De acordo com José Diogo, a previsão de colheita da primeira safra de milho está marcada para Março do próximo ano. Lembrou que dos 11 milhões de kwanzas, cinco serviram para a compra de sementes, fertilizantes, semeadora, pulverizador, atrelado e uma charrua de 24 discos.

Já o agricultor Marcelino Domingo, responsável da fazenda Sasm Quijia, os 32 milhões de kwanzas vão servir fundamentalmente para o plantio de 16 hectares de milho e três de feijão. Com um total de 200 hectares, a fazenda Sasm Quijia, prevê colher na primeira época agrícola, entre 45 e 50 toneladas de milho. Segundo ele, até Outubro do próximo ano, a fazenda que dirige prevê atingir uma colheita de 300 toneladas de milho e feijão para satisfazer o mercado nacional.

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