A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, defendeu, ontem, em Washington DC, num painel com Primeiras-Damas africanas, que “ao impulsionar o potencial das mulheres empreendedoras com as intervenções e políticas certas, África conseguirá retirar milhões de pessoas da pobreza, promover o crescimento económico e atrair investimento.”

14/12/2022   21H49

Ana Dias Lourenço (segunda à esquerda) participou num painel com Primeiras-Damas africanas

“Para expandir e consolidar o mercado único africano, além dos jovens, é crucial contar com as mu-lheres”, disse Ana Dias Lourenço, citada por um comunicado. “As empreendedoras criam oportunidades de emprego, contribuem para o desenvolvimento das suas comunidades e, a mé-dio-longo prazo, operam na melhoria das condições de vida de todo o continente africano”, explicou.

O evento “Honrar as Primeiras Damas de África” foi organizado pela Fundação Women United, e reuniu no Smithsonian National Museum of African Art, os Presidentes da Serra Leoa, e da República Centro-Africana (RCA), e as Primeiras Damas de Angola, Cabo Verde, Serra Leoa, Gâmbia, República Democrática do Congo, a embaixadora Linda Thomas Greenfield, artistas e outras personalidades.

No encontro, foi debatido o papel da diplomacia cultural de África, o empoderamento económico das mulheres africanas, importância do investimento em comunidades africanas e a liderança feminina.

Durante a sua apresentação, a Primeira-Dama da República, disse ser “fundamental reforçar os apoios à mulher rural, melhorando a eficácia de políticas públicas, promovendo mais e melhor educação, mais e melhor saúde, acesso às tecnologias, a criação de redes de apoio e incentivo à autonomia destas mulheres e dos seus filhos, nas respectivas comunidades.”

As Primeiras-Damas presentes no Painel interagiram com um diversificado leque de líderes políticos, empresários, artistas, financiadores, entre outros, representando uma variedade de conhecimentos e ideias, mas compartilhando um objectivo comum: promover o desenvolvimento sustentável do continente a partir do empoderamento das mulheres e a redução da desigualdade de género.

O Presidentes da RCA, Faustin-Archange Touadéra, defendeu a importância do acesso das meninas e mu-lheres à educação formal, enquanto o Chefe de Estado da Serra Leoa, Julius Maada Bio, condenou a violência baseada no género.

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