O Fundo Monetário Internacional (FMI) terminou esta segunda-feira uma missão na Guiné-Bissau que pode levar à assinatura em Janeiro de um programa financeiro com o país no valor de 37 milhões de dólares.

22/11/2022 

Fundo Monetário Internacional

Amissão do FMI teve início no passado dia 8 com contactos com as autoridades da Guiné-Bissau para analisar a situação económica e as condições para negociar um programa financeiro.

A primeira parte da missão realizou-se de forma virtual e a segunda parte, presencial, teve início em 14 de Novembro.

Em declarações na quinta-feira, após um encontro com o chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, o chefe da missão, José Gijon, disse que o objectivo da visita do FMI é a negociação de um programa financeiro com a Guiné-Bissau para os próximos anos.

Segundo o Primeiro-Ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam, o Governo tem implementado esforços de “gestão rigorosa dos fundos públicos, na disciplina orçamental e na contenção ponderada das despesas, bem como nas medidas de controlo e transparência na execução orçamental”.

Mas, salientou o Primeiro-Ministro, as medidas de austeridade “visam criar um quadro propício para que o FMI e o Governo guineense possam efectivamente fechar em Janeiro de 2023 um programa financeiro, que vai permitir ao país receber uma injecção de capital para financiar a economia e vários projectos de desenvolvimento”.

O programa financeiro deverá ser assinado em Janeiro de 2023 e terá o valor de 37 milhões de dólares, a ser desembolsado durante os próximos três anos.

O FMI anunciou em Junho que iria retomar brevemente a assistência financeira à Guiné-Bissau no âmbito da Facilidade de Crédito Alargado e destacou no âmbito das consultas do artigo IV que a gestão orçamental sustentável é uma “prioridade” e que a consolidação orçamental deve continuar em 2022 para “conter o elevado risco” de aumento da dívida pública.

No mais recente relatório sobre as Previsões Económicas Mundiais, divulgado em Outubro, o FMI prevê para 2022 na Guiné-Bissau um crescimento económico de 3,8 e de 4,5 por cento em 2023.

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