13/11/20208H50

O líder do Camboja, que ocupa a presidência rotativa da ASEAN, pediu hoje unidade, dizendo, numa cimeira que inclui Rússia, China e Estados Unidos, que as actuais tensões globais estão a afectar todos os países.

O primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, disse em Phnom Penh, na abertura da cimeira do Sudeste Asiático, que é do interesse comum do mundo cooperar para resolver as diferenças de forma pacífica.

A cimeira do Sudeste Asiático juntou na capital do Camboja os líderes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e os de Austrália, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Japão, Nova Zelândia e Rússia.

Sem referir nenhuma nação, Hun Sen disse esperar que os líderes adoptem um “espírito de união na defesa do multilateralismo aberto e inclusivo, pragmatismo e respeito mútuo ao abordar os desafios existenciais e estratégicos que todos enfrentamos”.

“Muitos desafios e tensões actuais têm dificultado os nossos esforços, conquistados arduamente no passado, para promover o desenvolvimento sustentável e causado maiores dificuldades à vida das pessoas”, disse o primeiro-ministro cambojano citado pela Lusa.

O discurso de Hun Sen surge horas depois do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que está presente em Phnom Penh, ter dito que iria “determinar quais são as linhas vermelhas” num encontro com Xi na segunda-feira, na ilha indonésia de Bali, à margem da cimeira do grupo das 20 economias mais desenvolvidas (G20).

Revista Destemidos.