10/11/2022 13H11

Comissário Thierry Breton

O comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, pediu a criação de um instrumento financeiro temporário, com empréstimos em condições favoráveis, para os países da União Europeia (UE) apoiarem famílias e empresas devido à crise energética, como existia da Covid-19.

Para o responsável, este poderia ser “uma espécie de SURE 2.0”, numa alusão ao mecanismo europeu temporário, baseado em empréstimos em condições favoráveis, que foi adoptado durante a pandemia, modelo que a seu ver poderia ser novamente usado para os países da UE apoiarem famílias e empresas devido à crise energética, acentuada pela guerra da Ucrânia.

Tal instrumento financeiro temporário funcionaria para “assegurar um certo nível” de condições de mercado e também “evitar discrepâncias entre os Estados-membros”, sendo um “bom incentivo político”, justifica Thierry Breton.

Questionado sobre o porquê de se avançar com um instrumento financeiro temporário em vez de um novo fundo europeu, o comissário europeu aponta que, para esse mecanismo provisório, se “poderia avançar já, no imediato”, enquanto um pacote com verbas comunitárias “demoraria um ano em média”.

“A ideia seria agir rapidamente e creio que precisamos mesmo de agir rapidamente porque é agora que as empresas estão a tomar decisões e não daqui a seis meses”, nomeadamente sobre eventuais saídas de empresas da UE para os Estados Unidos.

Anunciado em Abril de 2020 devido à pandemia, este instrumento financeiro temporário SURE estipulou um total de 100 mil milhões de euros para os 27 Estados-membros apoiarem as empresas e os trabalhadores por conta própria a manterem os empregos e os rendimentos, funcionando como um esquema de desemprego temporário (através da redução do horário laboral) para, assim, salvaguardar os postos de trabalho.

Revista Destemidos.