10/11/2022 14H54

Autoridades de Pequim apresentam o Caça FC- 31

A China vai exibir esta semana caças de última geração e modelos para a aviação civil, numa altura em que tenta desempenhar um papel maior no comércio de armas e competir com as construtoras Boeing e Airbus.

Actualmente, a China é o quarto maior exportador de armas do mundo e detém uma indústria doméstica em expansão, que permitiu ao país anular a dependência que tinha em relação à Rússia.

Com forte apoio estatal, a China compete agora no mercado internacional de veículos aéreos não tripulados, aviões de guerra e sistemas de defesa anti-mísseis, bem como na vertente das armas e munições terrestres básicas da era da Guerra Fria.

As aeronaves militares em exibição a partir de ontem na Exposição Internacional de Aviação e Indústria Aeroespacial de Zhuhai incluem o caça furtivo J-20 e o avião-tanque YU-20.

Entre 2017 e 2021, a China representou 4,6% do total de exportações globais de armamento, ficando em quarto lugar, atrás dos Estados Unidos, Rússia e França, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo.

A maior parte das exportações chinesas tiveram como destino o Paquistão, um aliado de longa data, que partilha uma rivalidade mútua com a Índia.

Na parte civil, a fabricante estatal de aviões The Commercial Aircraft Corporation of China (Comac) vai realizar voos de exibição de 15 minutos do modelo C919, que visa competir com o 737, da norte-americana Boeing, e o A320, da europeia Airbus.

O projeto está muito atrasado e ficou acima do orçamento inicial, enquanto uma redução drástica nas viagens aéreas, devido às rígidas medidas de prevenção epidémica impostas na China, atrasou os planos para as transportadoras domésticas adicionarem aviões às suas frotas.

Revista Destemidos.