Cerca de 320 mil pessoas em Angola têm VIH, segundo a directora do Instituto Nacional de Luta contra a Sida.



09/11/2022 09H16

Cerca de 320 mil pessoas em Angola têm VIH, segundo a directora do Instituto Nacional de Luta contra a Sida.


Directora do INLS garante que decorrem acções para se evitar a propagação da Sida no país .


Lúcia Furtado, que falava, ontem, à imprensa, em Luanda, após um encontro que manteve com a provedora de Justiça, acrescentou que Angola foi convidada a fazer parte de um programa cuja acção primária é a diminuição das taxas da Sida infantil, que ainda são muito altas.
Reiterou que a saúde das parturientes e dos recém-nascidos constam entre as prioridades do Executivo.

Acrescentou que a Primeira-Dama da República assumiu a implementação do projecto nascer livre para brilhar, que permite a seropositivas dar à luz bebés saudáveis.

Fez saber que as províncias do Cunene, Cuando Cubango, Moxico e Lunda-Norte são as que mais casos de seroprevalência registam, devido às fronteiras com outros países.

“As províncias do Norte, no geral, têm as taxas mais baixas do país, com o Cuanza-Norte a ser um caso de estudo, pois é a única com números altos de pessoas infectadas”, disse.

Indicou que, actualmente, o Hospital Esperança assiste 11 mil pacientes e, anualmente, surgem cerca de trinta mil novas infecções, número que tende a baixar, devido ao trabalho de aconselhamento.

Lúcia Furtado assegurou que, neste momento, 130 mil pessoas estão a receber tratamento médico gratuito, com retrovirais, por ter sido alargado o sistema de testagem e aconselhamento.

“Angola nunca teve falta de medicamentos e, nos últimos dois anos, passamos pelos melhores momentos em relação ao stock de retrovirais. Não temos razões de queixa até Março do próximo ano”, assegurou.

Deu a conhecer que o Instituto Nacional de Luta contra a Sida gasta, anualmente, vinte e um milhões de dólares para garantir o tratamento de pacientes que acorrem aos hospitais públicos, privados e clínicas.

Por sua vez, a provedora da Justiça, Florbela Rocha Araújo, disse que têm recebido muitas queixas de transmissão dolosa e de casos de violação com processos no Serviço de Investigação Criminal (SIC) e/ou morosidade processual.

Acrescentou que algumas mulheres têm sido violadas por pessoas com visibilidade no país e com posses financeiras, “daí termos procurado o Instituto Nacional de Luta contra a Sida para estarmos melhor informados”.



Acção formativa para jornalistas

Um grupo de jornalistas de vários órgãos participa, desde ontem, em Luanda, num seminário de capacitação, visando o aprimoramento de conhecimentos sobre VIH/Sida.

Segundo a directora geral do Instituto Nacional de Luta contra a Sida (INLS), Lúcia Furtado, pretende-se que os jornalistas estejam bem preparados para abordar assuntos relacionados à doença e à divulgação de estratégias de prevenção, tratamento e acompanhamento de pacientes.

Acrescentou que se pretende, também, aumentar as campanhas de sensibilização, particularmente de jovens e raparigas das áreas mais recônditas, bem como incentivar a testagem voluntária.

“Queremos acabar com as desigualdades existentes na luta contra a Sida e não deixar ninguém para trás, promovendo intervenções comunitárias e intensificar as acções para oferecer programas integrais de prevenção”, concluiu.

REVISTA DESTEMIDOS.