08/11/2022 09H20

Casa Branca

Os Estados Unidos aplicaram sanções contra dois políticos haitianos, incluindo o actual presidente do Senado, acusados de “contribuírem activamente” para o tráfico de drogas naquela ilha, divulgou, neste fim-de-semana, o Departamento do Tesouro norte-americano.

As sanções visam Joseph Lambert, actual presidente do Senado, e um de seus antecessores, Youri Latortue, que ocupou o cargo em 2017 e que é também primo do ex-Primeiro-Ministro Gérard Latortue.

Estas sanções “mostram claramente que os Estados Unidos estão determinados a responsabilizar e impor consequências àqueles que estão na origem da violência e dos distúrbios no país”, sublinhou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby.

O Governo canadiano, país que também conta com uma grande comunidade haitiana, também se juntou às sanções norte-americanas, adoptando medidas semelhantes, referiu o Departamento do Tesouro em comunicado.

Os dois homens foram acusados pela Administração do Presidente Joe Biden de se terem “aproveitado da sua posição oficial para operar o narcotráfico e colaborar com redes criminosas a fim de enfraquecer o Estado de Direito no Haiti”, realçou o subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, Brian Nelson, citado na nota de imprensa.

Por seu lado, o Departamento de Estado anunciou a proibição de entrada nos Estados Unidos a Joseph Lambert, acusado de “violações flagrantes dos Direitos Humanos” e corrupção, bem como contra membros da sua família.

Lambert e Latortue também terão todos os bens e propriedades congeladas nos Estados Unidos, e qualquer empresa em que os dois homens sejam accionistas maioritários, directa ou indirectamente.

Além disso, qualquer pessoa que realize transacções comerciais com os visados pode, por sua vez, ser alvo de sanções, especifica o Departamento do Tesouro norte-americano.

A Casa Branca também enfatizou que “estão em andamento discussões” para restabelecer uma força multinacional na ilha. “Estamos actualmente a discutir com vários parceiros sobre esta matéria”, explicou Kirby, lembrando que nenhuma decisão foi tomada sobre a participação de nenhum Estado em particular, mas garantindo que “esta força estaria limitada” à prestação de assistência humanitária.

Revista Destemidos.