08/11/2022 06H57

Discurso na íntegra da Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, proferido ontem, 7, Conferência dos Estados Parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27) Sharm el-Sheikh, Egipto.

Excelências chefes de estado e de governo,

Excelência senhor Secretário-geral das Nações Unidas, Dr. António Guterres,

Distintos convidados,

Minhas senhoras e meus senhores,

Todo o protocolo observado.

É com elevada honra que em representação de sua excelência, João Manuel Gonçalves Lourenço, presidente da república de Angola, dirijo-me à esta magna cimeira, no sentido de contribuir, efectivamente, para a identificação de soluções duradouras que respondam aos desafios globais relacionados com as alterações climáticas.

Permitam-me, agradecer o governo da república árabe do Egipto, pelo acolhimento reservado a minha delegação, bem como ao secretariado da convenção, pela escolha assertiva das temáticas em desenvolvimento, orientando a cada um de nós a reflectir em torno da alarmante emergência climática que a humanidade enfrenta.

A cop26, realizada em 2021, na cidade de Glasgow, veio reforçar que a união de sinergias e a coordenação de estratégias conjuntas para combater a crise climática que é transversal, é o único caminho para alcançarmos o bem comum e salvarmos o nosso planeta.

Excelências,

Minhas senhoras e meus senhores.

A República de Angola reconhecendo que as alterações climáticas têm impactado negativamente na concretização dos diferentes planos de desenvolvimento aprovou a estratégia nacional para as alterações climáticas, que estabelece uma visão até 2030, com o objectivo de assegurar a adaptação do território angolano e contribuir no esforço mundial de combate às suas causas.

No âmbito do programa de combate à seca no sul do país, temos implementado infraestruturas de armazenamento de águas, com o sistema de transferência de água do rio Cunene, o primeiro de vários projectos estruturantes de combate à seca, com criação de condições de desenvolvimento da agropecuária, garantindo maior resiliência as comunidades.

Angola está alinhada com o posicionamento do grupo africano que tem levado grandes iniciativas com vista a honrar com os compromissos assumidos durante a cop26, estando empenhada no aumento até 70% das fontes de energias renováveis até 2025.

Relativamente a preservação da biodiversidade, Angola aumentou as suas áreas de conservação, destacamos as iniciativas de protecção florestal transfronteiriça do Maiombe, que integra planos de acção inseridos nos esforços da iniciativa africana climática da preservação da Bacia do Congo, uma iniciativa dos chefes de estado e de governo de países da África central, reafirmando o seu engajamento e responsabilidade na luta contra as alterações climáticas e desflorestação com vista a garantir a protecção ambiental e evitar catástrofes naturais.

Excelências,

Minhas senhoras e meus senhores.

Permitam-me, agradecer o governo da república árabe do Egipto, pelo acolhimento reservado a minha delegação, bem como ao secretariado da convenção, pela escolha assertiva das temáticas em desenvolvimento, orientando a cada um de nós a reflectir em torno da alarmante emergência climática que a humanidade enfrenta.

A COP26, realizada em 2021, na cidade de Glasgow, veio reforçar que a união de sinergias e a coordenação de estratégias conjuntas para combater a crise climática que é transversal, é o único caminho para alcançarmos o bem comum e salvarmos o nosso planeta.

Excelências,

Minhas senhoras e meus senhores.

A República de Angola reconhecendo que as alterações climáticas têm impactado negativamente na concretização dos diferentes planos de desenvolvimento aprovou a estratégia nacional para as alterações climáticas, que estabelece uma visão até 2030, com o objectivo de assegurar a adaptação do território angolano e contribuir no esforço mundial de combate às suas causas.

No âmbito do programa de combate à seca no sul do país, temos implementado infraestruturas de armazenamento de águas, com o sistema de transferência de água do rio Cunene, o primeiro de vários projectos estruturantes de combate à seca, com criação de condições de desenvolvimento da agropecuária, garantindo maior resiliência as comunidades.

Angola está alinhada com o posicionamento do grupo africano que tem levado grandes iniciativas com vista a honrar com os compromissos assumidos durante a cop26, estando empenhada no aumento até 70% das fontes de energias renováveis até 2025.

Relativamente a preservação da biodiversidade, Angola aumentou as suas áreas de conservação, destacamos as iniciativas de protecção florestal transfronteiriça do Maiombe, que integra planos de acção inseridos nos esforços da iniciativa africana climática da preservação da bacia do Congo, uma iniciativa dos chefes de estado e de governo de países da África central, reafirmando o seu engajamento e responsabilidade na luta contra as alterações climáticas e desflorestação com vista a garantir a protecção ambiental e evitar catástrofes naturais.

Excelências,

Minhas senhoras e meus senhores.

Permitam-me afirmar que quaisquer estratégias de combate às alterações climáticas não serão bem-sucedidas se não reforçarmos a cooperação internacional, que atribua um papel central na partilha de conhecimento e na transferência de recursos tecnológico e financeiro dos países industrializados para os países menos avançados, com destaque para áfrica que é um dos continentes que menos polui e mais sofre com as consequências das referidas alterações climáticas.

Relembro que no transacto mês de Maio, durante a cimeira extraordinária humanitária e conferência de doadores da união africana, realizada em Malabo, que contou também com a presença de empresas do sector privado, parceiros e doadores, foram feitas promessas de financiamento orçadas em mais de 100 milhões de USD, visando combater os problemas ligados às alterações climáticas e à crise humanitária em África, verificando-se, no entanto, uma atitude algo tímida quanto à sua materialização.

Por outro lado, importa sublinhar que em relação ao continente africano, a criação de um sistema de alerta prévio e a operacionalização da agência humanitária africana, são de extrema urgência, porquanto irão permitir identificar os múltiplos perigos relacionados com as alterações climáticas, recolher e partilhar dados para responder aos diferentes problemas ligados às alterações climáticas, incluindo às deslocações forçadas.

Minhas senhoras e meus senhores.

Está cada vez mais evidente o nexo entre as alterações climáticas e os desafios de paz e segurança a nível global, em especial em África. O aumento das temperaturas, o aumento dos oceanos no planeta, as secas prolongadas e outros efeitos climáticos extremos estão a afectar a vida e os meios de subsistência das comunidades no mundo agravando as condições económicas, sociais ou políticas, deixando populações vulneráveis muito propensas à conflitos e a instabilidade.

Como campeão da união africana para a paz e reconciliação em África, sua excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, presidente da república de Angola, considera que os riscos e ameaças associadas as alterações climáticas requerem por isso uma abordagem internacional mais abrangente, que inclua também uma revisão e adaptação dos mecanismos de paz e segurança continentais e multilaterais, para que os seus instrumentos de intervenção sejam mais eficientes na resposta e consentâneos com os desafios que estão emergir no mundo.

Minhas senhoras e meus senhores.

Ao terminar, auguramos que durante a cimeira os estados membros assumam compromissos pragmáticos e coordenem acções para estancar a emissão do carbono, por via da aposta em fontes de energias alternativas que são o garante da sobrevivência do nosso planeta.

MUITO OBRIGADA!

Revista Destemidos.