06/11/2022 17H57

O ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, representou o Governo no Fórum de Investimentos de África (AIF, sigla em inglês) 2022, realizado de quarta-feira até sexta-feira(4) em Abidjan, capital económica, da Côte d’Ivoire, apresentou as oportunidades de investimento no país.

O Gabinete de Comunicação Institucional do Ministério da Economia e Planeamento (MEP), que ontem noticiou a deslocação, anunciou, em nota de imprensa, que o Mário Caetano João participou, também, numa mesa-redonda sobre o Compacto Lusófono, onde falou  sobre as potencialidades e as razões que podem tornar Angola um destino final de investimentos de países emergentes.

O Compacto Lusófono, segundo o documento, é uma plataforma de investimentos que resulta de uma parceria entre o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), os governos de Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Por via dessa plataforma, pretende-se acelerar o crescimento do sector privado e a implementação de Parcerias Público-Privadas (PPP).

Nessa iniciativa, segundo informações enviadas pelo MEP, Angola tem uma carteira indicativa de projectos para beneficiar financiamento avaliado em cerca de 528 milhões  de dólares, destinados aos sectores da Agricultura, Energia e Indústria.

O Fórum, organizado pelo BAD sob o lema  “Maior mercado de Investimento Transaccional em África”, envolve patrocinadores do sector dos negócios, correctores e decisores de todo o mundo.

 Segundo os organizadores, foram identificados 13 projectos com um valor global de 3,68 mil milhões de dólares, cada um destinado a promover a auto-suficiência e resiliência de África a choques futuros.

O AIF é uma plataforma transaccional de alavancagem, com potencial para inclinar o equilíbrio de capital para os sectores críticos de África, para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a Agenda 2063, entre outros.

 Presidente do Zimbabwe

O Presidente do Zimbabwe, Emerson Mnangagwa, apelou aos investidores a interpretarem de forma correcta as oportunidades de investimento no seu país e a evitarem percepções negativas sobre o risco, ao discursar, ontem, em Abidjan (Côte d’Ivoire), no encontro nos “Market Days”, um encontro realizado à margem do AIF 2022

“O objectivo é persuadir o capital global reunido nesta cidade a perceber que existem oportunidades de investimento no Zimbabwe”, disse o Presidente Mnangagwa , citado por fontes de informação do BAD, os organizadores do encontro, ao resumir as metas da deslocação a Abidjan.

Emerson Mnangagwa revelou que o presidente do BAD, Akinwumi  Adesina, convidou-o  para o Fórum quando visitou o Zimbabwe, no início deste ano, concordando em defender a estratégia de reestruturação apuramento da dívida do Zimbabwe, um país afectado por sanções impostas pela União Europeia e outros países ocidentais.

De acordo com a fonte, Akinwumi  Adesina declarou que o Zimbabwe pode contar com o forte apoio do BAD e confirmou a aprovação, pelo banco continental, de uma doação  de quatro milhões de dólares para apoiar o desenvolvimento de um secretariado para fazer avançar a questão do pagamento das dívidas atrasadas do país.

“Conheço a história, as oportunidades e o potencial do Zimbabwe”, disse o líder do BAD, considerando que o país “não é tão arriscado como se pensa e as oportunidades para o sector privado são ilimitadas”.

Essas declarações são uma referência ao Zimbabwe anterior ao ano 2000, quando era um país autossuficiente na produção alimentar e exportador de trigo, tabaco e milho para os 14 parceiros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, outros países africanos, para o resto do mundo e viu as exportações caírem a pique.

Se, antes daquele ano, a agricultura representava 40 por cento de todas as exportações do Zimbabwe, em 2010 passou em sê-lo em apenas 2,0 por cento.

O presidente do Banco Mundial delineou as áreas potenciais de investimento do país, incluindo o aço, a agricultura e as tecnologias de informação, afirmando que o banco concede apoio nestes e noutros sectores.

O Banco Africano de Desenvolvimento também fez uma doação ao Zimbabwe durante a pandemia de Covid-19, intervindo onde outras instituições não o tinham feito.

O Banco Africano de Desenvolvimento e sete parceiros criaram o Fórum Africano de Investimento (a principal plataforma de investimento do continente) para atrair investimento e capital para África. Os Market Days de 2022 do fórum, realizado de quarta-feira até ontem, contam com sessões que promovem sectores onde o continente tem vantagem comparativa, como a música, cinema, moda, têxteis e o desporto.

Por: Ana Paulo

Revista Destemidos.