27/10/2022 21H53

O Governo projecta, para o ciclo 2023-2027, uma contribuição do sector petrolífero no Produto Interno Bruto (PIB) em torno dos 20 por cento, contra os actuais 28 por cento, que é já um indicador abaixo do peso de 42 por cento registado em 2011.

O ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, considera este um caminho difícil, mas encorajador pelo qual a economia angolana está a passar.

“Este é o caminho da diversificação económica em Angola, onde o sector do agronegócio (cadeia de valor da produção vegetal e animal) tem sido o motor”, escreveu o ministro na rede social Linkdin.

Mário Caetano João detalha que em 2011, o sector petrolífero era responsável por 42 por cento do nosso Produto Interno Bruto (PIB) e 10 anos mais tarde, o sector petrolífero contribui com 28 por cento. E o próximo Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027 estará desenvolvendo e promovendo acções para que a contribuição do sector petrolífero fique em torno dos 20 por cento.

Na comunicação, o ministro questiona: será diferente para os anos futuros? Não acredito, responde.

O agronegócio, com o desejo do Governo em posicionar Angola entre os maiores produtores africanos na produção de grãos, em especial o milho, arroz, trigo e soja, será o grande determinante de crescimento da nossa economia, disse.

Para isso, complementa, até 2027, o sector privado terá à disposição 500 milhões de dólares por ano via Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) para a produção destes grãos, assim como estabelecimento de centros logísticos, e outros 500 milhões de dólares em investimento público para o loteamento e vias de acesso às terras para o cultivo.

De acordo com o ministro que executa o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), com a produção de milho e soja em escala, ter-se-á os ingredientes para a ração animal. Assim é que, adicionalmente, mais 300 milhões de dólares vão ser disponidisponibilizados para a pecuária e outros 300 milhões de dólares para as pescas, incluindo a agricultura.

“Este é o compromisso do Governo de Angola para com a empregabilidade, segurança alimentar, social e bem-estar da população. Há de facto muitos desafios pela frente, isto temos de reconhecer, mas temos de ser ágeis o suficiente e capazes de ir trocando o pneu com o carro em andamento. Para frente é o caminho”, conclui

Revista Destemidos.