26/10/2022 05H34

Cabinda Serviços dos Correios

Os prestadores de serviços de correspondências, na província de Cabinda, anunciaram ter arrecadado, de Janeiro a Agosto, uma verba mensal de quase 20 milhões de kwanzas.

Trata-se dos Serviço de Correios e Telégrafos de Angola – “Correios de Angola” e a Dally Hillbom Lavy, vulgo DHL.

No caso do Serviço de Correios e Telégrafos de Angola, na província de Cabinda, esta arrecadou, nos oito meses, mais de dois milhões de kwanzas.

A receita resultou de diversos serviços prestados a cidadãos e várias empresas públicas e privadas, segundo o chefe interino da instituição.

Francisco Ambrósio destacou, ao Jornal de Angola, que os valores registados pelos correios têm estado a subir, progressivamente, isto é, de trimestre a trimestre, apesar da pouca procura pelos serviços, sobretudo por parte dos cidadãos individuais, que optam pelo recurso aos outros meios tecnológicos de informação.

De acordo Francisco Ambrósio, as receitas seriam ainda mais altas se no caso a empresa continuasse a garantir os serviços de correio tradicional, nomeadamente fax, telegrama e vall.

Para o chefe interino da Estação de Correios em Cabinda, muito mais rendimento os Correios teriam se de facto tivesse instalações nos quatro municípios, pois apenas está representada no município sede (Cabinda) e em Cacongo, nesta última paralisada há mais de dez anos.

Um dado avançado por Francisco Ambrósio é de que a empresa tem estado a enfrentar enormes dificuldades no que toca ao envio de “bens e mercadorias”, com a rescisão do contrato com a transportadora de bandeira a TAAG, e, que em face disso, têm estado a recorrer aos catamarãs, que fazem o transporte marítimo de passageiros e carga não contentorizada.

A outra empresa instalada na cidade de Cabinda que presta serviços de envio de bens e mercadorias e que de algum modo tem estado a ser bem-sucedida em termos de arrecadação de receitas é a Dalsey Hillblom and Lynn, vulgo DHL, cujo director provincial Araújo Silvino, informou que arrecada, mensalmente, mais de 17 milhões de kwanzas.

Para justificar-se, Araújo Silvino afirmou que, no primeiro e segundo trimestres deste ano, a DHL arrecadou em receita o valor taxativo de 20 milhões de kwanzas, mesmo com a pandemia da Covid-19, que esteve a assolar o país e o mundo de um modo geral.

“A empresa tem executado todas as operações com normalidade, mesmo em momentos difíceis da pandemia da Covid-19”, reiterou.

Adiantou que a DHL transporta correspondências e mercadorias de grande porte, utensílios domésticos, vestuários, material electrónico e peças de viaturas, acrescentando que o material petrolífero é o mais enviado dado “o intercâmbio entre as bases petrolíferas do país”.

O responsável afirmou ainda que todo o processo e roteiro das mercadorias são acompanhadas pelos clientes por via da net work.

“O cliente tem acesso ao rastreamento, através da internet do site da DHL para acompanhar a tramitação da sua encomenda”, lembrou.

Araújo Silvino salientou que não tem receio da concorrência, admitindo no entanto que a DHL é uma das empresas que ao nível do país e, particularmente, em Cabinda, com preços mais sociais, acessíveis e que vão em conta ao bolso da maioria dos cidadãos.

“Nós aplicamos preços muito compatíveis à realidade socio/económica do país e da província de Cabinda”, reiterou.

2,0 -milhões de kwanzas – Receita da delegação local dos Serviços de Correio e Telegrafos de Angola, segundo apurou o Jornal de Angola.

17- milhões de kwanzas – É quanto apurou a DHL, outra das operadoras que presta o serviço de entrega de encomendas diversificadas.

3- meses-Foi avançado como o período em que as operadoras efectuam balanços e que tem registado subidas progressivas.

Por: Arsénia Manuel / Cabinda

Revista Destemidos.