15/10/2022 05H01

Banco Económico afirma ter revertido as perdas de 2020 e 2021

O Banco Económico anunciou, ontem, que passa a ser detido exclusivamente pelo Económico – Fundo de Capital de Risco de Subscrição Particular, integrado pelos maiores depositantes, e aumentou o capital social em 271.500 milhões de kwanzas.

Numa nota de imprensa divulgada, o Banco Económico (BE) anuncia que aprovou, em Assembleia-Geral, as contas de 2019, 2020 e 2021 e reestruturou a sua base accionista, passando a ser detido por aquele organismo de investimento colectivo.

Esta entidade é supervisionada pela Comissão do Mercado de Capitais e integra em exclusivo os depositantes que voluntariamente aderiram à iniciativa de recapitalização do banco.

Em resultado, acrescenta-se no comunicado, o BE tornou-se integralmente privado, sendo o seu accionista único uma entidade regulada, “o que representa um maior alinhamento com as actuais exigências regulatórias”.

Além do aumento de capital, tal como previsto nas medidas do Plano de Recapitalização e Reestruturação aprovadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), a reposição dos fundos próprios foi realizada pela emissão de Títulos de Participação Perpétuos (TPP), com a equivalência deste instrumento a fundos próprios principais.

A emissão dos TPP e o aumento do capital social nos montantes de, respectivamente, 121.196 milhões de kwanzas e 271.500 milhões de kwanzas, já foram integralmente realizados, refere a nota de imprensa do banco.

Estão em curso “medidas complementares de recapitalização” que prevêem um total de fundos próprios regulamentares de 110.917 milhões de kwanzas, para que o BE apresente rácios de solvabilidade em linha com as exigências regulamentares.

O novo accionista deliberou também a nomeação dos novos órgãos sociais para o triénio de 2022 a 2024, que terão Pedro Cruchinho, como presidente do Conselho de Administração, e Carlos Duarte, como presidente da Comissão Executiva.

Revista Destemidos.