06/10/2022 12H22

Adriano Mendes de Carvalho reuniu, em Mbanza Kongo, com os jovens da província do Zaire para analisar questões sociais

O governador do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, manifestou-se aberto ao diálogo com a juventude e outros segmentos da sociedade, para em conjunto, encontrar soluções dos problemas da província.

Adriano Mendes de Carvalho, que falava ontem, em Mbanza Kongo, no primeiro encontro com jovens da província, lembrou que a juventude é a forma motriz da sociedade.

“Estamos aqui para ouvirmos e conversarmos um pouco com os jovens da província e sabermos das principais preocupações. Neste nosso primeiro encontro dos muitos que teremos, não quer dizer que vamos tratar de tudo hoje. O que pretendemos é saber da parte da juventude o que podemos fazer, qual é a melhor solução para vermos a província a dar um salto quantitativo e qualitativo”, frisou o governador.

Adriano Mendes de Carvalho disse que, apesar de ser o governador, a juventude da província tem sempre algo a dizer quanto à resolução dos problemas das bolsas de estudo, do desporto, bem como dos relacionados com a Saúde, Habitação, Educação e Emprego.

“Estamos aqui para ouvirmos da juventude quais podem ser as vias ou como podemos ombrear com as demais províncias, como conseguir bolsas de estudo, como resolver o problema do desporto, como resolver os problemas dos hospitais, das casas sociais, no domínio das universidades, o emprego, qual é a melhor solução?”, acrescentou.

O governador do Zaire acredita que, com a contribuição de todos, sobretudo a juventude local, pode elevar a província aos níveis almejados para a satisfação dos seus habitantes.

“Todos devemos encontrar uma forma bastante cordial para levarmos a província a bom porto. E eu acho que é possível não falar muito, devemos ser práticos para resolvermos os problemas que nos afligem”, sublinhou.

Para o secretário executivo do Conselho Provincial da Juventude no Zaire, Aguinelo Mukolo Alberto, o memorando apresentado no primeiro encontro com o governador contém vários pontos sobre as principais preocupações da juventude, pois se forem atendidos vão conferir uma nova realidade à região.

“Enquanto jovens, sugerimos um acompanhamento criterioso e efectivo para a conclusão do Hospital Geral do Zaire, seja construído o Instituto Superior de Ciências da Saúde, que seja construído um novo Hospital Municipal do Soyo, sejam construídas instalações condignas para o ensino superior em Mbanza Kongo e no Soyo, porque as actuais não oferecem condições e nem dignificam a dimensão histórica desta província, onde estejam incluídos os laboratórios. A construção de um centro de formação profissional nos municípios do Nóqui, Tomboco e o seu apetrechamento, constam das nossas sugestões”, disse o líder juvenil.

Tendo em consideração as potencialidades da província nos sectores Agrícola, Mineiro e Pesqueiro, os jovens sugeriram a construção de escolas de ensino médio de Pescas no município do Nzeto, uma de Agronomia em Mbanza Kongo, Tomboco e no Kuimba.

“Precisamos de cursos técnicos que possam potenciar os jovens para a prática da agricultura, sector que emprega muita gente e se forem concretizadas (escolas), achamos que podem ser uma alavanca para a província. Sugerimos a construção destas instituições”, acrescentou Aguinelo Mukolo Alberto.

A juventude sugeriu a materialização das promessas no âmbito da habitação, com destaque para a construção de duas centralidades de 1500 apartamentos cada, nos municípios de Mbanza Kongo e Soyo, cujos espaços tenham reservas para outras fases subsequentes.

“Pedimos uma advocacia na banca nacional, para a concessão de crédito habitacional, conforme aviso nº 9 do Banco Nacional de Angola 2022, com a carteira dos projectos de auto-construção dirigida, cujo financiamento dos bancos vai poder ajudar para uma casa própria”, apelou.

Quanto aos materiais de construção, apelaram à revisão dos preços, por estarem muito além das suas capacidades aquisitivas, o que torna impossível à juventude erguer uma casa própria.

“Sugerimos que haja uma política que permita baixar o custo dos materiais de construção, nomeadamente, o preço de uma carrada de areia, de brita, do saco de cimento, dos ferros, por estarem a dificultar a vida dos jovens para construir uma moradia. Uma carrada de areia chega a custar mais de 200 mil kwanzas aqui em Mbanza Kongo”, concluiu.

Quanto às estradas, os jovens esperam que sejam construídos os principais troços que ligam a província com as demais, bem como a reabilitação de outras não menos importantes para o processo de desenvolvimento do Zaire.

Por: Jaquelino Figueiredo e Garcia Mayatoko | Mbanza Kongo

Revista Destemidos.