05/10/2022 09H27

A ADRA (Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente) apela às instituições envolvidas no Programa de Combate à Pobreza, com realce às Administrações Municipais, no sentido de consultarem mais as comunidades, ouvir delas as principais necessidades das comunas e bairros, para que a materialização do projecto se reflicta na vida da população.

O apelo foi feito, ontem, em Luanda, pelo director da Unidade de Projectos de Desenvolvimento da ADRA, Abílio Sanjai, durante o acto de apresentação pública do Estudo sobre a Implementação do Plano Integrado de Desenvolvimento local e Combate à Pobreza.  

Abílio Sanjai explicou que a maior parte dos municípios tem características rurais e dedica-se mais à agropecuária, “logo é fundamental a opinião de quem ali vive e que seja levada em consideração nos programas a serem aplicados, para que o programa tenha efeitos imediatos”.  Segundo Abílio Sanjai, o Programa de Combate à Pobreza deve levar em conta a implementação integral dos serviços sociais básicos, com realce à Educação e Saúde, a nível de todos os municípios do país. “Na Educação, referimo-nos à merenda escolar, que, infelizmente, não é abrangente a todos os municípios, devido à distância de uma comuna a outra e a sua densidade populacional. Com isso, muitas crianças estão fora deste plano, que devia beneficiar principalmente as famílias mais carenciadas”.  

De acordo com o director da Unidade de Projectos de Desenvolvimento da ADRA, o financiamento às administrações devia ser feita em função da dimensão de cada município, densidade populacional e problemas que apresenta, para que as dificuldades possam ser resolvidas.

A título de exemplo, Abílio Sanjai disse que o Programa de Combate a Pobreza desembolsa, mensalmente, cerca de 25 milhões de kwanzas, e, anualmente, cada município recebe 300 milhões de  kwanzas, não importando a sua extensão ou densidade populacional.

 Alexa Sonhi

Revista Destimidos.