O alto Conselho de Defesa da RDC instruiu, sexta-feira, o ministro do Interior e o chefe da Polícia a tomarem todas as “medidas necessárias para evitar a estigmatização e a caça ao homem” durante as manifestações contra o Rwanda e o grupo rebelde M23, disse o ministro das Comunicações, Patrick Muyaya.

18/06/2022   11H19

Presidente do RDC

De acordo com a AFP, o Conselho de Defesa presidido pelo Chefe de Estado, Félix Tshiseked, na presença de vários membros do Governo e chefes dos serviços de segurança, exigiu que o Rwanda “prosseguisse com a retirada imediata do solo congolês das suas tropas, a operarem sob a cobertura do grupo terrorista M23”, segundo o ministro Muyaya.

O Conselho aconselhou, também, o Governo congolês a “suspender todos os protocolos de acordos ou convenções celebradas com o Rwanda”, disse o ministro à televisão estatal.

Na segunda-feira, o M23 ocupou a cidade de Bunagana, um importante centro comercial na fronteira com o Uganda. As autoridades acusaram o país vizinho de fornecer apoio militar ao grupo rebelde no ataque.

Rebelião dominada pelos tutsis derrotada em 2013 por Kinshasa, o M23 voltou a pegar em armas no final de 2021, culpando as autoridades congolesas por não respeitarem um acordo para a desmobilização e reintegração dos seus combatentes. As relações entre a RDC e o Rwanda têm sido tensas desde a chegada em massa ao Leste da RDC de hutus ruandeses acusados de massacrar tutsis durante o genocídio rwandês de 1994.

Revista Destemidos