17.06.2022 12H06

"Vamos averiguar com seriedade e total transparência aquilo que falhou"
Ministra da Saúde culpou a pandemia e a queda do Governo pelo adiamento de respostas para o SNS.

A Ministra da Saúde, Marta Temido, garantiu hoje perante o Parlamento que vai averiguar aquilo que tem falhado nos hospitais, frisando que a pandemia de Covid-19 e a queda do Governo adiaram algumas das respostas aos problemas no Serviço Nacional de Saúde (SNS). 

Vamos naturalmente averiguar com seriedade e total transparência aquilo que falhou”, afirmou perante os deputados, no debate de urgência no Parlamento requerido pelo Chega.

A responsável pela pasta da Saúde admitiu novamente problemas estruturais no SNS, incluindo a falta de médicos e de organização, mas atribuiu culpas à pandemia e à queda do Governo.

“Há problemas estruturais sim, e para esses há uma resposta e há uma visão estratégica”, acrescentou, lembrando que foi aprovada no Parlamento a Lei de Bases da Saúde e que o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) previa “não só um conjunto de investimentos” mas ainda “reformas estruturais que visavam melhorar a rede de referenciação do Serviço Nacional de Saúde”.

Aquilo que falamos hoje não é nada que não estivesse previsto, é apenas algo que esteve adiado” pela pandemia e pelo chumbo do Orçamento do Estado, explica Marta Temido.

A ministra garante que o “novo estatuto do Serviço Nacional de Saúde tem estratégias e tem uma visão”.

“Quem nos deixou sozinhos neste caminho, fez as suas escolhas, nós continuamos no sítio onde sempre estivemos: a lutar pelo SNS”, apontou, respondendo às críticas da oposição.

Para já, segundo a ministra, a prioridade é a “confiança numa comissão técnica para melhorar a articulação da resposta imediata e o pagamento adicional das horas suplementares realizadas em serviço de urgência.

Não vou explorar os óbitos, o sofrimento de bebés, de mães, de famílias, dos profissionais de saúde que se confrontam com situações limite”, garantiu após ter sido confrontada pelos vários partidos sobre a morte de um bebé no hospital de Caldas da Rainha na semana passada e sobre o fecho de vários serviços de urgência.

Depois de assegurar que sempre esteve disponível para responder perante a Assembleia e perante os portugueses, Marta Temido não usou todo o tempo de que dispunha para responder aos partidos. O assunto deverá voltar a debate na próxima quarta-feira, no Parlamento, com a presença do Primeiro-ministro, António Costa.

Revista Destemidos.