15/06/2022 15H26

O secretário de Estado para a Aviação Civil, Marítima e Portuária, Carlos Borges, garantiu terça-feira(14), em Luanda, a existência de pressupostos legais e de regulação, para que a implementação da rede de plataformas logísticas pela Agência Reguladora de Certificação de Cargas e Logística de Angola (ARCCLA) resulte num dos principais activos de integração económica regional e de promoção do desenvolvimento sustentável para as futuras gerações.

Carlos Borges discursava no final do seminário sobre “Modelo de participações públicas privadas para desenvolver projectos de plataformas logísticas em Angola, no contexto do Corredor do Lobito” (Train for Trade II), promovido pela União Europeia (UE), em parceria com a Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio (CNUCED), durante o qual foram abordados aspectos relacionados com a importância económica do Corredor do Lobito, para Angola e para a região Austral.

O secretário de Estado recordou que o concurso público internacional por prévia qualificação, para a exploração do Corredor do Lobito, já está em fase de conclusão, devendo os resultados serem conhecidos nos próximos dias, numa altura em que o Ministério dos Transportes, por intermédio da ARCCLA providencia todos os mecanismos, para que o processo seja pautado pela lisura, para transmitir confiança aos investidores internacionais.

Realizado no formato híbrido (presencial e virtual) o seminário contou com a presença de prelectores nacionais e estrangeiros, que afloraram subtemas como “os factores que implicam o desenvolvimento da rede nacional de plataformas logísticas” e “sinergias entre o Porto do Lobito, os Caminhos-de-Ferro de Benguela, o Aeroporto da Catumbela e as Plataformas Logísticas da Caála (Huambo) e Luau (Moxico).

No certame, foram ainda revistos, entre outros aspectos, as principais características do modelo de PPPs da ARCCLA e do esquema de alocação de riscos que tornam o projecto de plataformas logísticas atractivos para o sector privado, com destaque para os portos secos transfronteiriços, hubs regionais e centros agro-logísticos orientados para a exportação.

O sector privado, frisou o secretário de Estado, deve ter uma visão de longo prazo e estruturalista dos seus negócios, pois, o Executivo procura criar as bases estruturais para a sua inclusão, em toda a cadeia de valor, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável, no quadro do programa que visa integrar Angola na economia Subsaariana.

Carlos Borges reiterou que o Estado tem noção do potencial produtivo do país, aliado ao facto de a localização estratégica na costa ocidental do continente conferir atributos singulares, que permitem desenvolver capacidades para  materializar este objectivo.

“Os primeiros cinco anos do Executivo constituem um novo ciclo, que dará lugar a outros subsequentes, mas, efectivamente, estamos a lançar sementes, cujos frutos serão colhidos pelas gerações vindouras”, disse.

Por: Hélder Jeremias.

Revista Destemidos.