15/06/2022 14H54

Angola subiu 14 lugares na edição deste ano do Índice Global de Paz 2022, alcançando a 78ª posição entre 163 países, devido a melhorias na redução de manifestações violentas, do impacto do terrorismo e melhoria das percepções sobre a criminalidade.

A 16ª edição do Índice Global de Paz do Instituto de Economia e Paz divulgada hoje reconhece que Angola mostrou, também, um compromisso maior com o financiamento de missões de manutenção da paz e reduziu os gastos com as Forças Armadas como percentagem do Produto Interno Bruto (PIB).

Em declarações hoje ao Jornal de Angola, o especialista em Relações Internacionais Matias Pires realçou que esta análise do Instituto de Economia e Paz da Austrália representa uma grande conquista do ponto de vista do reconhecimento internacional do país.

Essa avaliação positiva chega também numa altura em que, recentemente, o Presidente da República, João Lourenço, foi designado Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África, destacou o académico.

Matias Pires ressaltou, também, o facto de Angola estar a viver um período de paz efectiva há 20 anos, para quem configura exemplo de um modelo de gestão e resolução de conflitos que é singular no continente africano.

Restantes países lusófonos

Por seu turno, Moçambique teve uma das maiores quedas no Índice Global de Paz, para a 122ª posição, devido ao terrorismo no país. Moçambique caiu 11 lugares, a segunda queda mais alta no indicador de protecção e segurança, atrás apenas da Ucrânia, devido ao conflito no país com grupos terroristas, refere a análise do Instituto de Economia e Paz (IEP), o que resultou num aumento do número de refugiados, de manifestações violentas e de terror político.

Dos restantes países lusófonos analisados, Timor-Leste manteve-se em 54º lugar, a Guiné Equatorial desceu seis posições para a 59ª e a Guiné-Bissau caiu nove para a 110ª posição da lista de 163 países. O Brasil manteve-se no 130º lugar.

O Índice Global de Paz, actualmente na 16ª edição, faz uma análise sobre as tendências da paz, o valor económico e como desenvolver sociedades pacíficas, usando 23 indicadores qualitativos e quantitativos em três domínios: o nível de segurança e protecção social, a dimensão do conflito doméstico e internacional em curso, e o grau de militarização.

Por: Xavier António.

Revista Destemidos.