12.06.2022 05H49

Funcionários da Fundação Nacional do Índio protestam pelo desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do especialista em assuntos indígenas brasileiros Bruno Pereira, em Brasília, em 9 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 11.06.2022

Ação do indigenista Bruno Pereira para combater prática de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas através de pesca ilegal e venda de animais exóticos teria motivado o chefe do narcotráfico a pedir a “cabeça de Bruno a leilão”.

Hoje (11) fazem cinco dias do desaparecimento do indigenista, Bruno Pereira e do jornalista britânico, Dom Phillips, e o caso, que ganhou dimensão internacional, aos poucos vem sendo desvendado pelas autoridades.

Segundo a Polícia Federal, um esquema de lavagem de dinheiro para o narcotráfico por meio da venda de peixes e animais que pode estar ligado ao ocorrido. De acordo com O Globo, apreensões de peixes que seriam usados no esquema foram feitas recentemente por Pereira, que acompanhava indígenas da equipe de vigilância da União dos Povos Indígenas do Javari (Unijava).

A ação de Pereira teria contrariado o interesse do narcotraficante Rubens Villar Coelho, conhecido como “Colômbia”, que tem dupla nacionalidade brasileira e peruana. Ele usa a venda dos animais para lavar o dinheiro da droga produzida no Peru e na Colômbia vendida a facções criminosas no Brasil. Há suspeita de que ele teria ordenado a Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, a colocar a “cabeça de Bruno a leilão“, relata o jornal.

As embarcações levavam toneladas de pirarucus, peixe mais valioso no mercado local e exportado para vários países, e de tracajás, espécie de tartaruga considerada uma especiaria e oferecida em restaurante sofisticados dentro e fora do país.

Revista Destemidos.