10.06.2022 07H26

Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, durante coletiva de imprensa no Departamento do Tesouro em Washington, EUA, 21 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 09.06.2022

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, admitiu que as sanções impostas contra a Rússia devido ao conflito na Ucrânia provocaram um aumento nos preços de alimentos e combustíveis no mercado interno norte-americano.

“Nossas sanções à Rússia estão realmente tendo um impacto no custo de alimentos e combustível”, dosse Yellen, durante uma discussão organizada pelo jornal The New York Times, nesta quinta-feira (9).

A secretária do Tesouro dos EUA declarou ainda que não há expectativas de uma redução significativa nos preços dos combustíveis nos EUA no curto prazo.

Yellen também admitiu que, com os recentes eventos geopolíticos mundiais, o crescimento econômico dos EUA desacelerará. Porém, ela não acredita na possibilidade de uma recessão.

“Eu não acho que vamos entrar em recessão”, disse a alta funcionária do governo dos EUA.

Bombas extraem óleo de baixo do solo a leste de New Town, EUA, em 19 de maio de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.06.2022

Bombas extraem óleo de baixo do solo a leste de New Town, EUA, em 19 de maio de 2021

© AP Photo / Matt Brown

Em discurso na quarta-feira (8), o presidente dos EUA, Joe Biden, classificou a inflação recorde como uma “maldição” para o país.

Washington tem ressaltado que a taxa inflacionária está em um nível “inaceitável” e vincula seu crescimento às consequências da crise ucraniana. Além disso, o governo rejeita as acusações de haver gerado um processo inflacionário com estímulos à economia em meio à pandemia de coronavírus.

O presidente dos EUA, Joe Biden, discursa sobre controle de armas e massacres realizados por atiradores no país, na Casa Branca, Washington, 2 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 09.06.2022
O presidente dos EUA, Joe Biden, discursa sobre controle de armas e massacres realizados por atiradores no país, na Casa Branca, Washington, 2 de junho de 2022

Desde o início da operação militar especial russa na Ucrânia, no dia 24 de fevereiro, os EUA e seus aliados iniciaram a aplicação de sanções contra Moscou. Entre as medidas estão restrições econômicas às reservas internacionais russas e a suas exportações de petróleo, aço e ferro.

A escalada de sanções impostas pelo Ocidente transformou a Rússia , de forma disparada, na nação mais sancionada do mundo, segundo a plataforma Castellum.ai, serviço de rastreamento de restrições econômicas no mundo.

No total, agora estão em vigor 10.625 medidas restritivas contra a Rússia, segundo os cálculos do site. Só da parte dos EUA são 2.026 sanções antirrussas.

Revista Destemidos.