10.06.2022 20H29

Num discurso esta sexta-feira em Copenhaga, na Dinamarca, o antigo presidente dos EUA Barack Obama avisou que a “guerra na Ucrânia está longe de acabar” e que os “custos humanos” do conflito “irão continuar a aumentar”.

“Testemunhámos a resistência heroica do povo ucraniano à agressão russa. Uniram-se para defender não só a sua soberania, mas também a sua identidade democrática, e mobilizaram grande parte do mundo por detrás dos valores da autodeterminação e da dignidade humana”, considerou Obama, citado pela CNN Internacional.

O antigo chefe de Estado norte-americano afirmou ainda que a invasão russa “não é um ato isolado” por parte de Putin, e considerou existirem semelhanças entre os panoramas políticos dos EUA e da Rússia.

“Em todos os continentes, estamos a assistir a um recuo democrático. Assim, se queremos que a democracia floresça, teremos de lutar por ela, alimentá-la e demonstrar o seu valor na melhoria da vida das pessoas comuns”, pediu.

Barack Obama congratulou ainda os países vizinhos da Ucrânia por abrirem as portas aos refugiados do país, e ao Ocidente por penalizar e isolar o Kremlin.

“Devido a esta coragem e solidariedade, Vladimir Putin não consegue atingir os seus objetivos dentro e fora da Ucrânia. A Rússia está isolada de recursos e receitas, e muitos dos seus melhores e mais brilhantes saíram do país, um golpe no seu presente e futuro”, completou.

Revista Destemidos.