08/06/2022 17H26

As ossadas de Nito Alves, Monstro Imortal, Sianouk e Ilídio Ramalhate, funcionário da ex-DISA, são entregues hoje aos seus familiares, no Quartel General das Forças Armadas Angolanas, pela Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas

As ossadas de Nito Alves, Monstro Imortal, Sianouk e Ilídio Ramalhate, funcionário da ex-DISA, são entregues hoje aos seus familiares, no Quartel General das Forças Armadas Angolanas, pela Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP).

A informação, avançada, na segunda-feira, pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz,  indica que a cerimónia de entrega das ossadas dos quatro dirigentes, envolvidos nos acontecimentos do 27 de Maio, é de carácter político.

O ministro referiu, na altura, que os ossos serão colocados nas respectivas urnas, em local apropriado, pelo facto de todos eles terem sido militares.

Em declarações à imprensa, depois do encontro que serviu para um ponto de situação dos exames de ADN e perspectivas de entrega de ossos às famílias residentes no país e no exterior,  Francisco Queiroz disse que o programa prevê uma intervenção das respectivas famílias, apresentação de pêsames e discurso em nome do Executivo.

As ossadas foram retiradas de um local onde existiam cerca de 20 “corpos”, o que significa, segundo o ministro, que há mais indivíduos a ser objecto de análise, do ponto de vista genético, para determinar o ADN.

“Muitos deles, já têm o registo concluído. Da nossa parte, o registo de ADN já está concluído, falta apenas cruzar esse registo com o das famílias que residem em Portugal”, explicou Francisco Queiroz, tendo referido que as famílias farão o envio do material genético (sangue), que já está recolhido, e quando chegar far-se-á o cruzamento com os dados do ADN que estão à nossa disposição.

“O registo não veio com os técnicos de Portugal, porque as famílias indicaram um especialista, na verdade um professor em quem confiam. Não nos opomos, porque queremos dar a esse processo, toda a transparência, segurança técnica e científica”, frisou o ministro, acrescentando: “As famílias são livres, escolheram esse modelo que pode atrasar um pouco, se não fosse isso, possivelmente, no dia 8 estaríamos a entregar mais corpos, e não apenas os quatro antigos dirigentes”, concluiu Francisco Queiroz.

Por: Edna Dala.

Revista Destemidos.