08.06.2022 11H16

A chanceler alemã, Angela Merkel, fala durante uma conferência de imprensa no encontro G20 Compact with Africa ​​(CwA) na Chancelaria em Berlim, sexta-feira, 27 de agosto de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 08.06.2022

A ex-chanceler da Alemanha, Angela Merkel, defendeu sua decisão de impedir a adesão da Ucrânia à OTAN em 2008, insistindo que Moscou teria considerado a medida como declaração de guerra aberta.

Além disso, Merkel afirmou que a iniciativa pela paz intermediada pela Alemanha deu tempo para Kiev se preparar política e militarmente para enfrentar a Rússia.

O bloco militar liderado pelos EUA reconheceu formalmente as aspirações da Ucrânia e da Geórgia na Declaração da Cúpula de Bucareste de 2008, concordando com a adesão dos dois países, mas não colocou estes planos em prática devido a objeções da França e da Alemanha.

Minha avaliação é muito clara: se o Plano de Ação de Adesão tivesse ido para a frente, o conflito na Ucrânia teria acontecido muito antes”, afirmou Merkel.

A ex-chanceler ainda adicionou que ao mesmo tempo, a Ucrânia era um país governado por oligarcas e. por isso, não podia simplesmente dizer Ok, amanhã vamos levá-los à OTAN.

Após o golpe de Estado em 2014 em Kiev, o governo Merkel, junto com a França, apoiou o Acordo de Minsk, assinado para regularizar o status das regiões de Donetsk e Lugansk na Ucrânia.

Revista Destemidos.