06.06.2022 15H10

Bandeiras da Finlândia (à esquerda), da OTAN (no centro) e da Suécia (à direita) durante cerimônia de comemoração de inscrição à adesão ao bloco militar em Bruxelas, Bélgica, 18 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 06.06.2022

Antti Pelttari, chefe do serviço de inteligência finlandês Supo, se mostrou surpreso por Rússia não ter respondido à solicitação de participação de Helsinque com represálias.

De acordo com ele, a Finlândia permanece “vigilante” em relação à “travessura russa”, que não se materializou até agora.

“Tem estado bastante calmo e vamos esperar que continue assim”, disse Pelttari ao The Financial Times. “É uma coisa positiva que nada tenha acontecido. Mas também é uma coisa positiva que nós tenhamos sido preparados e capazes de proteger a sociedade.”

De acordo com Pelttari, as autoridades finlandesas esperam que o presidente russo, Vladimir Putin, aceite a sua decisão de aderir à OTAN, mas acreditam que o Kremlin pode estar esperando influenciar as decisões sobre a instalação de tropas estrangeiras ou, possivelmente, até mesmo armamento nuclear no território Finlandês, uma vez que a Finlândia faça parte da aliança.

Até agora, a Finlândia não mostrou nenhum interesse nem em tropas estrangeiras nem em armas nucleares, porém, não as descartou abertamente, ao contrário de sua vizinha Suécia.

Em meados de maio, a Suécia e a Finlândia abandonaram formalmente as décadas de não alinhamento e em conjunto enviaram solicitação para ingressar na Aliança Atlântica, citando a mudança dramática na segurança na Europa provocada pela crise ucraniana.

Revista Destemidos.