A secretária-geral da OMA, Joana Tomás, defendeu, esta segunda-feira, em Luanda, que a sociedade e a academia devem encontrar e estabelecer formas de integrar, reconhecer e distinguir aqueles e aquelas que se destacam na disseminação do conhecimento diferenciado de qualidade e acessível, que não se confine ou fique caprichosamente fechado entre alguns.

01/06/2022 05/50

Joana Tomás falava durante a abertura de uma mesa redonda sobre “A mulher, a academia e o desenvolvimento”, salientando a necessidade da abordagem do tema pelo papel e espaço que a mulher vem conquistando na sociedade.

A líder da OMA destacou a importância e o papel da mulher nas dimensões política, cientifica e social, no contexto angolano. Referiu que as questões sobre a mulher são transversais a todos os domínios da vida nacional, sobretudo no que diz respeito à relevância da sua intervenção no processo de transformação social, técnico-científica e a forma como impacta nos domínios do desenvolvimento e conhecimento.

Para a alta dirigente da organização feminina do MPLA, o debate torna-se oportuno num momento de particular sensibilidade eleitoral, propício ao surgimento e disseminação de várias ideias sobre diferentes temas da vida nacional, susceptíveis de criar confusão e dúvidas na mente do eleitor.

“Por isso e, porque queremos orientar o entendimento e a percepção dos angolanos, homens e mulheres, sobre o que está em causa, sugerimos este debate e a reflexão que nos vai levar a conhecer o percurso e o papel da mulher na academia e desenvolvimento do País”, destacou.

O secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, afirmou que a presença das mulheres na sociedade tem-se revelado preponderante, pois têm ocupado lugares-chave.  Na academia, disse, também assumem papel relevante, sublinhando que 43 por cento dos 320 mil estudantes no ensino superior são mulheres. “Isso demonstra que a mulher ganhou consciência de que pode se formar para ocupar lugares que lhe são merecidos”, referiu.

A decana da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto, Alice Ceita e Almeida, disse ser gratificante o percurso da mulher na carreira académica angolana, mas considerou serem ainda os números reduzidos na gestão, reitorias e docência. “É necessário continuar a fazer um esforço para que esses números melhorem, criar condições para que elas (as mulheres), uma vez licenciadas, mestradas ou doutoradas permaneçam na academia”, exortou.

Revista Destemidos.