O embaixador angolano em Portugal, Carlos Alberto Fonseca, participou, quinta-feira(26), em Lisboa, na comemoração do Dia de África organizada pelo Grupo Africano residente neste país europeu, liderando uma delegação da missão diplomática.

Embaixador de Angola participou em actividades alusivas ao Dia de África, ontem, festejado em Lisboa.

Na ocasião, cada país apresentou os seus pratos típicos, que foram servidos num ambiente fraterno e animado com exibições culturais por parte de grupos africanos de diferentes nacionalidades.

Esteve também patente aos convidados uma exposição cultural, onde Angola apresentou estatuetas, quadros e outros artefactos que representam as tradições e marcam a nossa presença no mundo, lado a lado com as de outros países africanos.

Carlos Alberto Fonseca destacou, entretanto, os resultados registados nos últimos cinco anos no país, sobretudo a nível económico e social, isto durante o lançamento do álbum Avanços de Angola, 2017-2022 e do folheto Angola, As Principais Reformas Económicas entre 2017 e 2022.

 A elaboração destas obras foi uma iniciativa do Conselho de Negócios para o Desenvolvimento Afro-europeu, que decidiu apresentá-la inserida como parte das comemorações do Dia de África em Portugal.

Na ocasião, o embaixador realçou as reformas económicas que têm vindo a ser aplicadas pelo Executivo desde 2017 nas áreas da promoção do investimento privado, das privatizações, do equilíbrio financeiro público e da liberalização da taxa de câmbio.  

Disse que, desde 2017 até à presente data, Angola registou desenvolvimentos especialmente positivos nos sectores da educação e da saúde, com a construção de instituições de ensino a nível de todo o país, bem como de unidades hospitalares, também a nível nacional.

No sector da energia, lembrou a construção de barragens hidroeléctricas, bem como da refinaria de Cabinda, bem como enalteceu a aposta feita no desafio da diversificação da economia.

Por seu lado, o vice-presidente do Conselho de Negócios para o Desenvolvimento Afro-Europeu (ACNAE), Manuel Gil Antunes, considerou que Angola tem um papel fundamental para ajudar a Europa a fazer a transição energética sustentável.

Os recursos de Angola são indispensáveis para a transição energética e para a descarbonização da Europa. Ou seja, para ajudar a Europa a atingir as metas que ela própria impôs e que são indispensáveis para a sua sustentabilidade e para a nossa sustentabilidade. De todos, não é só dos europeus, defendeu.

 Apelou aos países a reforçarem as suas instituições para poderem atrair investimentos, defendo uma abordagem empresários proactiva e justa entre os empresários, que conduza a uma relação virado ao desenvolvimento aos sectores onde possam canalizar financiamentos. O álbum

Avanços de Angola, 2017-2022, com 102 páginas, espelha os múltiplos progressos registados nos vários ramos da economia e nas infra-estruturas, assumindo-se como o retrato de um tempo de desafio e mudança e que possibilite enfrentar o futuro com confiança.

Revista Destemidos.