África procura soluções para acabar com o terrorismo e as mudanças inconstitucionais de governo com recurso à força militar. O assunto vai ser discutido na Cimeira de Chefes de Estado da União Africana que decorre, no sábado, na cidade de Malabo, Guiné Equatorial.

O evento, uma iniciativa de Angola, é antecedida de uma Cimeira sobre a Situação Humanitária. Trata-se de um fórum que pretende reformular estratégias para promover o constitucionalismo e o Estado de direito de modo a consolidar a democracia e a boa governação, para o reforço da paz, segurança e a estabilidade no continente.

Depois da reunião de peritos que ontem terminou, o Conselho Executivo reúne-se hoje para aprovar a documentação a ser submetida às cimeiras. As delegações angolanas às reuniões de peritos foram chefiadas pelo representante de Angola na União Africana e embaixador na Etiópia, Francisco da Cruz.

Os peritos discutiram temas como a Situação dos Refugiados no Continente, Imigração Ilegal, Mudanças Climáticas e Catástrofes Naturais.

Desminagem

O director-adjunto do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher revelou, ontem, que 12,5 mil milhões de metros quadrados foram desminados, desde o fim da guerra em Angola.

Ao falar sobre a Situação Humanitária, Lucas João disse que as áreas desminadas permitiram a implementação de projectos estruturantes nos vários domínios da vida social.

O funcionário do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher sublinhou que continuam os esforços, no sentido de declarar o país livre de minas em 2025, em conformidade com o artigo 5º da Convenção de Ottawa.

Revista Destemidos.