O primeiro-ministro do país asiático, Fumio Kishida, se pronunciou sobre a questão durante o discurso desta segunda-feira (28) no Parlamento do país.

O premiê assegurou que sua nação não tem intenção de compartilhar sua energia nuclear com Washington, rejeitando assim a ideia de abrigar armas nucleares norte-americanas como medida dissuasorainformou a mídia local.

“É inaceitável dado o posicionamento de nosso país de manter os três princípios não nucleares”, assegurou o chefe do governo durante seu pronunciamento em relação à atual situação na Ucrânia.

Suas declarações ocorrem logo depois que Shinzo Abe, primeiro-ministro japonês entre 2012 e 2020, afirmou no domingo (27) na televisão que Tóquio deveria discutir com Washington a opção de compartilhar energia nuclear.

“É necessário entender como se mantém a segurança do mundo. Não devemos tornar tabu as discussões sobre a realidade que enfrentamos”, sublinhou Abe. “Como país que sofreu bombardeios atômicos, devemos defender o objetivo de abolir as armas nucleares.”

Mesmo que dependa do guarda-chuva nuclear dos EUA, o Japão mantém seus três princípios de não produzir, possuir ou permitir armas nucleares em seu território. Durante a Segunda Guerra Mundial, as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki foram devastadas pelas bombas atômicas lançadas pelo país norte-americano.

Além do Reino Unido e França, cinco membros não nucleares da OTAN, Turquia, Alemanha, Itália, Bélgica e Países Baixos, possuem armas nucleares norte-americanas em seus territórios no quadro de acordos de intercâmbio nuclear.

O Japão juntou-se às sanções europeias contra a Rússia pela sua operação especial militar na Ucrânia. Em particular, nesta terça-feira (1º) o governo japonês decidiu congelar os ativos do presidente Vladimir Putin, do chanceler Sergei Lavrov e do vice-presidente do Conselho de Segurança Nacional, Dmitry Medvedev, entre outras figuras políticas.

Revista Destemidos.

G.G.M.Â