O embaixador de Angola na Etiópia, Francisco da Cruz, e o seu homólogo da Guiné-Bissau, Ibrahima Sanó, defenderam, terça-feira (22), a coordenação de acções dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) para verem as suas posições melhor reflectidas nas decisões dos vá-rios fóruns da organização continental.

O posicionamento dos dois Estados, manifestado durante um encontro que teve lugar nas instalações da representação angolana na Etiópia, sublinha o compromisso das partes esboçarem ideias para maior inserção de quadros dos PALOP, como bloco lusófono, nos postos de destaque das estruturas da União Africana.

De acordo com uma nota da Embaixada na Etiópia, com a iniciativa pretende-se alcançar os objectivos comuns da organização continental, que passam pelo aumento da produção e divulgação dos documentos em língua portuguesa, um dos idiomas oficiais da União Africana. Os diplomatas trataram de questões de interesse comum, no âmbito do fortalecimento da cooperação bilateral, e passaram, igualmente, em revista as actividades do grupo da CPLP na Etiópia, onde perspectivaram as comemorações do “5 de Maio”, Dia Internacional da Língua Portuguesa, neste país da região do corno de África.

Os resultados da última Assembleia de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, incluindo a decisão para a realização da Cimeira Extraordinária sobre o Terrorismo e as Mu-

danças Inconstitucionais de Governos em África,  proposta por Angola, a decorrer nos dias 28 e 29 de Maio deste ano, em Malabo, capital da Guiné-Equatorial.

Ibrahima Sanó agradeceu Angola pela firme posição de condenar a tentativa de golpe de Estado na Guiné- Bissau.

Revista Destemidos.

G.G.M.Â