Os Estados Unidos da América (EUA), juntamente com a França, Alemanha, Itália e Reino Unido, concordaram hoje em “continuar a trabalhar para isolar” Moscovo no cenário internacional e discutiram sanções económicas adicionais para a Rússia e a Bielorrússia.

Em comunicado, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price, informou que essas discussões envolveram, ao nível dos respectivos Ministérios dos Negócios Estrangeiros, o secretário-geral francês, François Delattre, o diretor político alemão, Tjorven Bellmann, o secretário-geral italiano, Ettore Sequi, e o ministro de Estado do Reino Unido para a Europa e América do Norte, James Cleverly, além da vice-secretária de Estado norte-americana, Wendy Sherman.

Wendy Sherman, segundo a nota informativa, “condenou as tácticas cada vez mais brutais do Presidente russo, Vladimir Putin, que continuam a matar civis nesta guerra de escolha injustificada e não provocada”.

“Os participantes discutiram a importância de fornecer mais ajuda militar e humanitária à Ucrânia. Também discutiram medidas económicas adicionais para responsabilizar a Federação Russa e a Bielorrússia”, acrescenta o comunicado.

De acordo com Ned Price, todos os envolvidos concordaram igualmente em continuar a trabalhar para isolar a Rússia no cenário internacional devido à sua “flagrante violação do direito e dos princípios internacionais”.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de Março uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de dez milhões de pessoas, mais de 3,5 milhões das quais para os países vizinhos, de acordo com os mais recentes dados da ONU — a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, e muitos países e organizações impuseram à Rússia sanções que atingem praticamente todos os sectores, da banca ao desporto.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 27.º dia, causou um número ainda por determinar de mortos civis e militares e, embora admitindo que “os números reais são consideravelmente mais elevados”, a organização confirmou hoje pelo menos 953 mortos e 1.557 feridos entre a população civil, incluindo 174 crianças.

Revista Destemidos.

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