O Brent do Mar do Norte, referência para Angola, está a subir 2,29% para 102,20 USD o barril.

O petróleo segue a subir ligeiramente, depois de ter apagado quase todos os ganhos conseguidos desde o início da invasão à Ucrânia, pela Rússia, avança jornal Negócios.

O West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, com entrega prevista em Abril, está a valorizar 1,55% para 97,93 USD o barril, depois de já ter caído durante o início da manhã de hoje para o patamar dos 96 USD e após ontem ter perdido mais 6%. Desde que renovou máximos de 2008, na semana passada, o WTI já desvalorizou 20%.

Por sua vez, o Brent do Mar do Norte, referência para Angola, está a subir 2,29% para 102,20 USD o barril.

O “ouro negro” parece ter aliviado ligeiramente, numa altura em que o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov anunciou que as sanções aplicadas contra a Rússia não irão prejudicar as negociações diplomáticas que têm em vista o reavivamento acordo nuclear de 2015 com o Irão, e do qual fazem parte vários países do Ocidente, um sinal de optimismo para o mercado, já que Teerão pode ajudar a aliviar a pressão da procura sobre a oferta através da exportação de petróleo.

O mercado do “ouro negro” tem se movimentado em “montanha russa”, um comportamento alimentado pela disrupção da procura no contexto pós-pandemia e acelerado pela invasão da Ucrânia.

“A característica dominante neste mercado é a volatilidade”, explicou John Driscoll, estratega-chefe da JTD Energy Services, citado pela Bloomberg. “É a geopolítica, a histeria e o medo. É provável que o mercado recupere, mas talvez de forma não tão agressiva”, defendeu o especialista.

Esta quarta-feira, Boris Johnson encontra-se com as chefias de Governo da Arábia Sáudita e dos Emirados Árabes Unidos, para pressionar por um aumento da produção de petróleo, no núcleo da OPEP.

Revista Destemidos