Ao contrário do que se tem verificado nos últimos tempos em que a classe da alimentação e bebidas não alcoólicas que mais influencia no aumento da inflação, em Fevereiro o cenário foi diferente, a classe de vestuário e calçado teve maior pressão sobre a inflação.

O custo de vida em Angola aumentou 27,3% em Fevereiro de 2022, de acordo com os dados do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a Folha de Informação Rápida (FIR) do INE, os preços registaram um aumento de 2,4 pontos percentuais (pp) quando comparado com Fevereiro do ano passado.

Em termos mensais, os preços desaceleraram 0,23 pp em Fevereiro de 2022 ao sair de 2% em Janeiro para 1,8% em Fevereiro. Quando comparado com o período homólogo a redução foi de 0,3 pp.

Em Fevereiro o cenário foi diferente, o aumento da inflação não foi influenciado pela classe da alimentação e bebidas não alcoólicas.

A classe que mais contribuiu para o aumento dos preços foi vestuário e calçado com 2,1%. Destacam-se também os aumentos dos preços verificados nas classes: “Bebidas alcoólicas e tabaco” com 2,1%, “Mobiliário, equipamento doméstico e manutenção” (2%) e “Bens e serviços diversos” (1,97%).

Em termos geográficos, revelam os dados do INE, as províncias que registaram menor variação nos preços foram: Bengo com 1,5%, Bié (1,6%), Luanda (1,7%) e Cunene com 1,7 %. Por sua vez as províncias que registaram maior variação nos preços foram: Huíla (2,2%), Malanje (2%), Lunda Norte (2,1%) e Cuanza Norte com 2,1%.

O Executivo prevê uma taxa de inflação de 18% até ao final do ano. Houve um aumento na oferta de produtos importados (segundo especialistas) numa altura em que se regista apreciação cambial, reduzindo assim a margem para especulação.