Pelo menos cinco pessoas, na sua maioria adolescentes, morreram afogadas nas praias de Luanda, reabertas no último fim de semana após estarem encerradas dois anos.

De acordo com o porta-voz do Comando Provincial de Luanda do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Mingues, três dos casos mortais (entre os 14 e 16 anos) foram registados no município do Talatona, nas praias do Benfica e Futungo, e os restantes (18 e 26 anos) no município de Luanda, nas praias dos distritos da Ingombota e Samba.

Faustino Mingues, citado pela Lusa, observou também de 18 salvamentos na iminência de afogamento, 12 dos quais no distrito da Ingombota, maioritariamente adolescentes.

O acesso público às praias, segundo Faustino Mingues, foi antecedido de campanhas de sensibilização a nível das comunidades, patrulhamentos náuticos, apeados, de lanchas e motorizado nas 45 praias controladas e catalogadas pelos bombeiros em Luanda.

Os bombeiros em Luanda controlam 45 praias, nomeadamente 22 proibidas e 23 com acesso autorizado, mas no fim de semana prologando, banhistas “invadiram” igualmente as praias proibidas.

“Podemos caracterizar que o final de semana prolongado foi preocupante, aliás tínhamos noção que não seria uma tarefa fácil, e a responsabilidade não seria simplesmente dos bombeiros, mas da população em geral”, disse.

“O que verificamos foi ainda a insistência e negligência por parte de alguns banhistas a se fazerem presentes a algumas praias proibidas”, frisou Mingues.

Questionado sobre o nível de controlo dos banhistas ante à enchente verificada, sobretudo no quadro das medidas de situação de calamidade pública, o porta-voz dos bombeiros deu nota que esta foi uma actividade coordenada com outras forças.

Fonte: Jornal de Angola

Revista Destemidos