As praias de Luanda, abertas sábado, depois de estarem interditas durante muito tempo devido à Covid-19, continuam a registar enchentes. Na Ilha do Cabo, por exemplo, a movimentação de carros e utentes era visível desde as primeiras horas da manhã de ontem. Em outros pontos da capital, a presença de cidadãos começou apenas depois das 13horas, devido ao mau tempo.

Sábado e domingo a maior parte das praias da cidade de Luanda registou grandes enchentes

Bráulio Telys, morador da Ilha do Cabo, disse à reportagem que já estava com saudades de ver a rua movimentada. Acrescenta que cresceu neste ambiente e sente-se feliz com a abertura das praias.

Segundo a equipa do Jornal de Angola, que passou também pelo Embarcador do Capossoca, na Ilha do Mussulo, registou enchente considerável. Muitos foram aproveitar o final de semana prolongado. Os parques de estacionamento, até às 14H00, já estavam lotados.

Na praia da Rua 11, no Futungo de Belas, havia poucos banhistas, ao passo que no Pôr do Sol, na zona do Benfica, parecia que a Covid-19 já não existia. A aglomeração de pessoas era bem acentuada.

Um dos efectivos dos Bombeiros, que estava a assegurar o local, disse que as pessoas começaram a aparecer a partir das 13H00. “Perdemos o controlo do número de banhistas, mas a situação está controlada”. As praias eram frequentadas por pessoas de várias faixas etárias. 


Mais de 300 efectivos do SPCB disponíveis

O porta-voz nacional do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Félix Domingos, garantiu que no Domingo, em Luanda, que estão distribuídos, em todas as praias da capital, 372 efectivos.

“Hoje (ontem) é o segundo dia da abertura das praias, distribuímos efectivos do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, com nadadores e salvadores, em toda a Orla Marítima de Luanda, principalmente nas praias que foram indicadas para a actividades balnear. Contamos, também, com outras Forças da Polícia Nacional, para a fiscalização do cumprimento das medidas de segurança, porque, independentemente da abertura, deve-se ter em conta a propagação do vírus da Covid-19”, realçou.

Félix Domingos alertou aos cidadãos a tomarem banho apenas em locais indicados, por oferecem maior segurança, onde estão destacados os nadadores e salvadores, bem como a disposição de meios, como botes, lanchas e bóias, para prestar o auxílio necessário.

O porta-voz nacional do SPCB revelou que, nas últimas 24H00, não houve registo de qualquer incidente, tendo-se observado, apenas, algumas enchentes, mas sem quaisquer danos.  População aconselhada a evitar os locais considerados perigosos

Félix Domingos deu a conhecer que as praias proibidas a banhistas são as do Quilómetro 30, contra costa da Ilha do Cabo, Embarcador do Mussulo, Morro dos Veados, Miradouro, Barra do Kwanza e a Boca do Rio, em Cacuaco.

O porta-voz do SPCB disse que é proibido mergulhar nas referidas zonas devido à profundidade da terra, por causa das alterações que foram feitas na sequência das obras da nova marginal.

“As praias apresentam terrenos acidentados, ou seja, não são planas, o que significa que temos um perímetro onde é possível ter pé, mas de repente estar a três ou quatro milhas náuticas. O banhista pensando que tem pé pode imediatamente cair numa ribanceira de até 15 metros de profundidade”, alertou.

Félix Domingos realçou que está a ser exigido o certificado de vacinação. “Não estamos a tomar qualquer medida coerciva, o momento é de sensibilização. Sabemos que as praias abriram agora e muita gente ainda está eufórica”.

Acrescentou que a Comissão Multisectorial para Prevenção e Combate à Covid-19 propôs ao Titular do Poder Executivo a actualização das medidas restritivas, introduzindo, também, incentivos aos cidadãos para aderirem à campanha de vacinação para poderem frequentar os locais públicos, o que fez com que fosse possível reabrir as praias no passado dia 05. 

Uma das principais exigências será a apresentação dos certificados de vacinação, com as duas doses, sendo que os testes de Covid-19 deixaram de ser exigidos.  

Fonte: Jornal de Angola

Revista Destemidos