Por: Helder de Oliveira

O futuro da educação em Angola na visão de Helder de Oliveira

Durante a crise global, devido a pandemia da COVID-19, o Setor educacional foi fortemente afetado, tendo na maioria dos países as portas fechadas por um período indefinido, o que causou muitas incertezas entre docentes, alunos e a sociedade sobre o futuro da educação.

Durante a fase inicial da pandemia, países a nível global reagiram de diferentes formas na busca de como implementar uma emergente educação remota com base no desenvolvimento e nas diversidades culturais, económicas, sociais que cada país apresenta.

Em Angola, por exemplo, houve uma iniciativa por parte do governo ao implementar aulas ao vivo em rede televisiva para alunos do ensino de base. Já no ensino superior algumas universidades tiveram seus estudos interrompidos, e outras responderam de diversas formas, como: aulas ao vivo através de software e videoconferência, e compartilhamento de conteúdos de aula a partir de redes sociais.

Países que tiveram a oportunidade de usarem soluções como: programas de TV e rádio, delivery de conteúdo escolar, plataformas de videoconferência, e até mesmo ligações telefónicas para resolução de tarefas como a Rússia. Já o Japão se mostrou um país exemplar e praticamente não houve paralisação dos estudos, pois segundo a embaixada do japão em Brasília “No Japão, considera-se que o futuro do país depende do aprendizado das crianças”, o que levou o país a investir fortemente em TICs (tecnologias da informação e comunicação) e no aumento de docentes nas escolas.

A Pandemia acelerou o ensino virtual, e à medida que as instituições educacionais lidam com esta transição, há uma mudança clara do aprendizado tradicional para um aprendizado bem estruturado, planejado e mais ágil. Acredita-se que após Covid-19, uma estratégia de ensino híbrido será incorporada ao setor educacional.

O ensino híbrido é uma combinação de ferramentas de ensino a distância e aprendizagem presencial, garantindo os benefícios de ambos os mundos. Além disso, o ensino híbrido mostrou-se muito mais inclusivo, sendo forma mais válida para professores e estudantes portadores de deficiência física, entre outras, abrindo caminho para técnicas de ensino mais eficazes

Para se adotar caminhos de aprendizagem digital em Angola, o Governo deve criar soluções digitais para fornecer educação a todos os estudantes, independentemente de suas barreiras sociais, incluindo estudantes e professores desprivilegiados sem acesso à internet. Deve-se também estimular os alunos ao uso de ferramentas de aprendizado on-line de maneira eficaz, para que se tornem especialistas em autoaprendizagem.

É importante ressaltar também que as iniciativas no sector privado em Angola já têm adotado caminhos de aprendizagem digital. No entanto, se a sua instituição ainda não providenciou uma plataforma educacional, considere fazê-lo. Hoje em Angola existem startups como a NAFAU, que oferecem um ótimo Sistema de Gestão da Aprendizagem.

Revista Destemidos